For preservation of an environmental awareness

Doubtlessly, the world climate is changing. But the possible reasons are unknown. There are more than 20 years that scientists are alerting for the wasteful consequences of environment resource exploration. Politics, artists and companies are embracing the cause. Most of the countries around the world signed intention protocols, in spite of China and EUA’s scepticism.

Despite the unanimity about the significance of environmental issues, scientists are not completely sure about this subject yet. Either the human being could stop and minimize natural tragedies or be guilty about what is an unclear question. One example: It isn’t all theories that affirm that the human being is not the only guilty party, despite of the doubtlessness about world climate changing. In the early century, the expression in evidence was “Global Warming”. Afterwards the expression became “Climate Changing”. At one hand there are the mainstream of scientists who defend other way of consuming fuels to avoid more wasteful exploration. At the other hand, there are other ones who believe that all this stuff is a natural process of warming and freezing, apart from human being intervention. In support of that runs the fact that even Pluto has been experiencing a warming period.

Between facts and rumors, the repercussion is noble, even still without consensus. We can be incapable of breaking the heat, stopping off seasonal rains or controlling the ocean temperature. But there is something what we can do in a simple way. Many people are separating their garbage, cities are building more efficiently landfills, and metropolises are rethinking their mass transportation. It isn’t new that companies join in the environmental issue. For decades the automotive industries have been installing catalyst system in our cars. Innovated technologies are allowing cars to emit less carbon dioxide on the atmosphere. And it isn’t new that cutting down trees have been such an unbailable crime.

An emblematic example of good practices is Vale, the Brazilian global mining company. Vale is one of the world biggest mining company and has a solid plan oriented for conservation programs which aim the minimization the impact of its activities. And have a specific program named “Carbono Vale” which means reducing the emissions of greenhouse gas through technologies and process which uses less carbon in its operation. The results can be certified. In 2010, the company was the first one to reverse its footprint, which means that the company reforested and recovered all the areas impacted for its negative exploration activities.

All this is a one way. We have more than 20 years of a built and solidified positive environmental awareness. It is undeniable that a way of life more responsible, the pursuit of people and companies, will be positive for all the society. Although exist a mainstream scientists who don’t believe in the human being capability of minimize the impacts is truth that all the efforts generate one spiral of positive consequences for the planet’s future. The challenge, most important than the environment preservation, is the persistently preservation of the environmental awareness.

Melhores Práticas no Gerenciamento da Execução da Estratégia

Relatório técnico do curso promovido pela ABERJE/Symnetics em setembro de 2008, sob o tema “A Comunicação como apoio estratégico à implementação do Balanced Scorecard – BSC. O presente relatório tem por objetivo descrever as impressões e conhecimentos adquiridos no curso de tradução da estratégia promovido pela Associação Brasileira de Comunicação Empresarial – ABERJE, em parceria com a consultoria Symnetics. O documento apresenta questões relevantes a respeito da metodologia BSC, ilustrando com exemplos de melhores práticas executadas por empresas de diversos segmentos.

Balanced Scorecard – Introdução e definições

O BSC é uma metodologia de gestão da estratégia elaborada, em 1992, pelos professores de Havard David Norton e Robert Kaplan, que se baseia em quatro perspectivas que refletem a visão e a missão empresarial: perspectiva financeira; perspectiva clientes e mercado; perspectivas de processos internos; e perspectivas de pessoas, aprendizado e crescimento.

Em português podemos traduzir a sigla BSC para Indicadores Balanceados de Desempenho, pois se trata de um sistema lógico e genérico de acompanhamento da estratégia para qualquer tipo e porte de organização, seja privada, seja pública. Também conhecido como “Placar Balanceado de Desempenho”, o BSC visa a não restringir o olhar estratégico a apenas resultados econômico-financeiros. Para atingir missão e visão a estratégia deve abraçar ativos intangíveis – porém mensuráveis – como pessoas, processos, inovação, tecnologia, desempenho.

O Balanced Scorecard visa, também, ao equilíbrio entre objetivos de curto e longo-prazo, fatores financeiros e não-financeiros, tendências e ocorrências, e, ainda, perspectivas internas e externas. Este conjunto de medidas permite a elaboração de um sistema de medição levando-se em conta as quatro perspectivas. Em suma: BSC permite monitorar ativos tangíveis (resultado) ao mesmo tempo em que se monitoram fatores intangíveis.

O BSC é amplamente utilizado em organizações de todos os portes e segmentos e é reconhecida como uma das práticas de gestão mais importantes dos últimos 75 anos.

“O propósito do Balanced Scorecard é ajudar as organizações a executarem com êxito as suas estratégias e alcançarem os resultados extraordinários que acompanham esse êxito.“ David Norton – 2004

Objetivos do BSC

A razão de ser do BSC é alinhar o planejamento estratégico transformando-o em ações operacionais. Para que uma empresa – ou entidade – seja uma organização orientada para a estratégia, cinco princípios devem ser aplicados:

  1. Mobilizar a mudança por meio da liderança executiva;
  2. Traduzir a estratégia em termos operacionais;
  3. Alinhar a organização com a estratégia;
  4. Motivar para transformar a estratégia em tarefa de todos;
  5. Transformar a estratégia em processo contínuo.

“Nossas pesquisas sobre empresas bem sucedidas no BSC revelaram um padrão consistente na consecução do foco e do alinhamento estratégico. Embora cada organização abordasse o desafio à sua própria maneira, em ritmos e seqüências diferentes, observamos a atuação de cinco princípios comuns, que chamamos de princípios da organização focada na estratégia”. Kaplan; Norton (2000).

Produtos do BSC:

  •  Mapas Estratégicos
  • Objetivos Estratégicos
  • Indicadores
  • Metas
  • Planos de Ação

Melhores Práticas de BSC

Um programa de BSC vitorioso começa com o reconhecimento de que não se trata de um “projeto de indicadores”, mas, sim, de um “processo de mudança”. A estratégia tem a função de tirar as empresas de um ponto e elevá-las à excelência da prestação de serviços considerando todas as suas partes interessadas (stakeholders).

Princípio #1 – Mobilização pela liderança executiva

Mudança não é um processo simples e exige líderes empenhados e com competências para além das habilidades técnicas. Gerir processos de mudanças exige pessoas capazes de liderar com entusiasmo. Papéis da liderança no processo de mobilização:

  • comprometimento
  • articulação clara do argumento em favor da mudança
  • envolver as equipes de liderança
  • esclarecer a visão e a estratégia
  • compreensão do novo estilo gerencial
  • identificação de gerentes de projetos

“Cada diretor foi sponsor (patrocinador) e participou do desenvolvimento do painel de sua área de negócio e do fechamento dos painéis de desempenho das unidades de negócio que pertenciam a sua área”. Lição Petrobrás

“O fator decisivo para o sucesso de uma empresa comprometida com a estratégia é o envolvimento claro de seu principal líder com o processo, acompanhado de seus companheiros de alta direção”. Lição Gerdau Açominas

“É essencial o efetivo comprometimento da alta administração da empresa. A implementação exige esforço concentrado e entusiasmo por meio da sinalização explícita dos gestores”. Lição Oxiteno – Grupo Ultra

A construção do BSC é um processo que dura semanas, e deve seguir um ritual de etapas que passa pela arquitetura do programa de medição; Inter-relacionamento de objetivos estratégicos; escolha e elaboração dos indicadores; e, por fim, a elaboração do plano de implementação.

A assessoria de comunicação participa deste processo acompanhando as reuniões para elaboração de produtos que vão resultar em materiais para tradução da estratégia. Este é o momento da comunicação entender os objetivos estratégicos para trabalhar a melhor forma de tradução.

Princípio #2 – Tradução da Estratégia

 Não é possível gerenciar algo que ao menos não podemos descrever. Para que a tradução da estratégia seja feita em termos operacionais é preciso, basicamente, de:

  • Construir o Balanced Scorecard;
  • Desenvolver o mapa estratégico;
  • Estabelecer metas;
  • Definir e priorizar iniciativas;
  • Atribuir responsabilidades;

A construção de BSC é um processo em que há o envolvimento das gerências estratégicas em diversas etapas, tais como palestras externas, workshops, entrevistas etc.

Na realidade do negócio da Duke Energy Brasil, o primeiro passo antes da construção do BSC foi documentar o posicionamento estratégico, que antes estava presente somente entre a liderança executiva. Sendo assim, por meio de seminário de cúpula da direção, foi feita a lapidação do mapa estratégico, ato decisivo para correta tradução em termos operacionais.

Em seguida a Duke Energy proporcionou momentos de criação e definição de indicadores de desempenho para cada objetivo estratégico e deles surgiu a definição de iniciativas para construção do mapa.

O mapa estratégico é um diagrama de relações de causa e efeito entre cada objetivo estratégico sob cada perspectiva. Ao longo tempo, a experiência com BSC nas organizações produziu rica e específica literatura sobre construção de mapas estratégicos. A realidade e especificidade do negócio Petrobrás produziu 86 tipos de mapas diferentes.

O mapa estratégico (modelo visual) é a maneira mais eficaz de comunicar a estratégia, pois mostra com nitidez como ativos intangíveis transformam-se em resultados tangíveis, geralmente financeiros. “Muitas organizações que acreditam ter um BSC, na verdade, possuem um ‘Unbalanced Scorecard’, pois 75% dos indicadores são financeiros” (BSC Report). Estas falhas se tornam perceptíveis quando se olha para o mapa estratégico, pois a distribuição dos objetivos fica desequilibrada.

A Assessoria de Comunicação tem participação fundamental neste princípio em particular. Traduzir a estratégia por meio da construção do mapa e a articulação de todas as etapas de divulgação, definindo a abordagem a ser utilizada em cada ciclo. Neste período de planejamento a comunicação deve propor intervenções lançando mão dos meios que tem ao seu dispor (vídeo, teatro, rádio, internet), e, caso não os tenha, deve viabilizar a implantação de outros suportes com o propósito de disseminar a estratégia em nível de excelência.

Cada organização tem um timing e forma de divulgação mais adequando à sua realidade. Para tanto é importante conhecer e mensurar a cultura da organização sob diversos aspectos.

Princípio #3 – Alinhar a Organização

Organizações da nova economia não podem mais ter modelos sistêmicos baseados em controle top-down. A nova lógica das organizações preconiza que o todo é maior do que as partes e há de se ter uma sinergia entre elas, em nível horizontal. Desdobramento de melhores práticas para alinhar a organização:

  • Definição do papel da organização
  • Alinhamento entre organização e unidades de negócio estratégicas (SBUs em inglês)
  • Alinhamento entre SBUs e unidades de apoio
  • Alinhamento entre SBUs e parceiros externos
  • Alinhamento com o conselho de administração

Modelo de alinhamento: o BSC como ferramenta de transparência, gerenciamento e governança

O BSC tem por preceito alinhar as prioridades em toda a organização, desdobrando-se (criação de sinergia) desde o papel da empresa, passando pelas unidades de negócio e chegando às unidades de apoio.

Princípio #4 – Motivar pessoas para a estratégia

Empresas na era da globalização vivenciam uma nova lógica de gestão onde o conhecimento é fator estratégico. Motivar pessoas é tirá-las de uma zona de conforto provocando transformações comportamentais.

 Boas práticas para construir o processo de motivação para o alinhamento estratégico:

  • Promoção da consciência estratégica
  • Alinhamento dos objetivos pessoais
  • Alinhamento dos incentivos pessoais
  • Alinhamento do desenvolvimento de competências

A promoção da consciência estratégia pode ser feita por meio de ciclos considerando ações de curto, médio e longo prazo, pois:

A grande lição aprendida na Brasil Telecom: “é fundamental desenvolver uma comunicação contínua que sustente todas as etapas de implantação deste novo modelo de gestão e que garanta o feedback sobre o processo e o desempenho empresarial. Uma comunicação eficaz viabiliza o desenvolvimento da consciência estratégica, alinha comportamentos e influencia resultados.”

Na Gerdau Açominas, empresa Hall of Fame em implementação de BSC, “a razão do sucesso da implantação do Planejamento de Longo Prazo (PLP) é que desde o começo teve-se muito claro que planejamento e comunicação – tanto em conceito como os setores em si (NA) – são faces diferentes de uma mesma moeda. Uma não existe sem a outra.” Omar Fantoni (Diretor de Planejamento e Recursos Humanos).

O sucesso da motivação depende em grande medida da forma como a comunicação interna é trabalhada. Se não existe uma cultura de comunicação interna arraigada na cultura organizacional corre-se o risco de falhas nos processo de tradução da estratégia.

“Foi [a comunicação] o que fez a diferença para que superássemos as dificuldades naturais de implantação de um projeto de planejamento compartilhado por todos colaboradores da empresa”. Fantoni (Gerdau Açominas)

A Duke Energy também tirou uma lição importante no processo de construção e implementação do BSC: “não subestimar a capacidade da organização em receber tamanha diversidade de informações”. Na era do conhecimento não se pode subestimar a capacidade dos colaboradores “infantilizando” ou solapando pontos importantes da comunicação. Tratar as pessoas com dignidade e respeito, oferecendo-lhes subsídio para desenrolar e inovar em cima da estratégia é um fator crítico de sucesso. “Criou-se um vínculo de confiança com os colaboradores da empresa, que passaram a demonstrar sua satisfação com os projetos”. Duke Energy.

Princípio #5 – Transformar a estratégia em processo contínuo

Desponta como melhores práticas de perpetuação do pensamento e da cultura orientada para a estratégia os seguinte fatores:

  • Implementação do reporting do BSC
  • Realização de reuniões de aprendizado estratégico
  • Integração entre planejamento, orçamento e estratégia
  • Vinculação do planejamento de RH e TI à estratégia
  • Conexão entre gestão de processos e gerenciamento da estratégia
  • Conexão entre compartilhamento de conhecimentos e gerenciamento da estratégia
  • Criação de unidade de gestão estratégica

O apoio de comunicação interna fortalece e pereniza a estratégia. Neste princípio a Assessoria de Comunicação pode participar da estruturação e acompanhamento de eventos e reuniões periódicas entre gerências e seus subordinados como também das gerências com a alta administração. A comunicação tem papel importante no alinhamento entre o ambiente interno, gerando transparência e excelência de serviços para o ambiente externo.

O acompanhamento da comunicação das reuniões gerenciais é importante e tem a função de termômetro da execução da estratégia.

Consolidação da importância de se traduzir e comunicar bem o Balanced Scorecard

Constatação simples: planejar não é suficiente. Por que as organizações não têm sucesso na implementação da estratégia? Dados levantados pela consultoria Symnetics e pela BSC Collaborative revelam:

  • Visão: apenas 5% do pessoal de nível operacional compreende a visão de futuro
  • Gestão: 85% dos executivos gastam menos de 1 hora por mês discutindo temas estratégicos
  • Recursos: 60% das organizações pesquisadas não vinculam o orçamento com a estratégia
  • Pessoas: Mais de 75% das organizações não vinculam incentivos e remuneração com a estratégia

A gestão hoje em dia ficou mais complexa e incorpora elementos internos e externos. Os aspectos da gestão devem considerar o negócio (elementos internos) aliado à governança (elementos externos). A boa gestão do negócio preconiza: visão de longo prazo; liderança; implementação da estratégia; comunicação; alinhamento; gestão de pessoas. A boa governança considera: transparência; equidade; prestação de contas; responsabilidade corporativa; sustentabilidade (econômica, social e ambiental).

Na era globalizada e com o advento e massificação da Internet não só países e empresas passaram a ter de se preocupar com o seu posicionamento competitivo no mercado. Agora os indivíduos fazem parte – e colaboram – do processo global. Nossa sociedade está amplamente interconectada. Se antes os clientes eram passivos e a gestão das empresas era a excelência de dentro para fora, agora, os consumidores interferem profundamente nos serviços e produtos, de fora para dentro.

Sendo assim, se as pessoas estão mais dinâmicas e autônomas; as empresas mais cientes do seu papel; consumidores mais exigentes e participativos; e a informação como moeda do momento, o resultado não poderia ser outro: estratégia não pode ser um mistério.

Um equívoco simples de comunicação a se evitar

Eleonor e eu estávamos adormecidos na casa de meus pais, ao Nordeste do estado de Nova Iorque quando minha filha, Sofia, de cinco anos, entrou correndo pelo quarto.

“Olhem pela janela!”, gritou enquanto abria nossa vidraça. Olhei para meu relógio: 6 da manhã. Nada mal. Sofia pulava excitada enquanto a janela era aberta, revelando algo perto de um metro de neve recém-caida. “Vamos esquiar!”

Poucas horas depois estava eu com Sofia e sua irmã, Isabela, de oito anos, no topo de uma colina não muito alta na qual já havíamos esquiado por diversas vezes. Mas desta vez era diferente. A neve do Nordeste não estava leve e fofa como a do Oeste. Ela estava dura e densa demais para esquiar, especialmente quando se pesa apenas 20 kg.

Isabela lutava para controlar e manejar naquelas novas condições. Sofia, por outro lado, caiu quase que imediatamente. Ela ria, levantava e caia de novo. Poucos metros colina abaixo ela caiu mais uma vez. Novamente, rindo, ela se levantou. Agora até Isabela começou a rir também.

Mas eu não. Eu estava preocupado. Aquilo tudo era demais para Sofia. Ela poderia se machucar. E sua aula de Ski iria começar em 15 minutos. Neste nível ela não deveria nunca fazer aquilo.

Eu gritava algumas palavras de incentivo e a aconselhava. Mas suas risadas estavam tornando esquiar algo difícil para ela. Estaria ela caindo de propósito? Por que aquilo era tão engraçado?

Olhei para o relógio. “Sofia!”, gritei. “Deixa disso, pare de me enganar. Isto não é engraçado. Iremos perder nossa aula”. “Estou tentando,” ela gritou respondendo.

Parei por um momento, olhei para o alto e respirei fundo. A beleza da neve cobrindo as árvores era incrível. E isto foi quando, finalmente, entendi: eu sou um idiota.

Aqui está minha incrível filha mais nova numa experiência ao ar livre a qual eu quero estimular. E mesmo que isso fosse difícil, assustador e desafiador, ela estava lidando com a situação graciosamente, usufruindo deste grande momento de sua vida. E como eu ajudei? Eu gritava com ela.

Parece óbvio agora. Mas naquela hora minha responsabilidade parecia perfeitamente normal. Que é o ponto (deste artigo), na verdade. Parecia perfeitamente natural porque refletia como eu estava me sentido. Meus próprios medos, frustrações e objetivos.

Meu equívoco? Esqueci-me de que a situação não era sobre mim. Esqueci de despejar meu foco na necessidade de minha platéia, neste caso, uma criança de cinco anos esquiando pela primeira vez.

Nunca mais irei cometer o mesmo equívoco se eu estiver dando uma palestra ou trabalhando com um cliente. Em outras palavras, quando eu estiver pensando.

No calor do momento é fácil escapar da tarefa de pensar. Um funcionário vem até nós com um trabalho aquém do padrão e ficamos bravos. Mas isso ajudará o funcionário a fazer um bom trabalho da próxima vez? Se a razão para o fraco desempenho foi a de que ele não se dedicou, minha raiva desmotivou-o a ter mais dedicação. Mas desempenho fraco raramente é causado por lapsos de medo. É comum por incompreensão ou lapsos de capacidade. Em qualquer caso, perguntar certamente será mais útil.

Fazer isso é difícil porque quando estamos nervosos, respondemos com nervosismo. E quando estamos frustrados, respondemos com frustração. Isto faz todo o sentido. Isso é exatamente o que não funciona e não irá ajudar.

A solução é simples: quando você se deparar com alguma situação forte, respire fundo e se pergunte uma questão simples: o que está acontecendo com os outros? Então, baseado em sua resposta, se pergunte mais uma vez: o que eu posso fazer ou dizer que irá ajudá-los?

Em outras palavras, nunca comece do ponto em que você está, mas do ponto em que os outros estão. O que eles precisam naquele momento? Algum conselho? Uma vivência pela qual você passou numa situação similar? Apenas um ouvido amigo, talvez? Ou, apenas, alguma paciência.

Imagine seu comandado predileto — aquele com o qual você passa maior tempo construindo algo — lhe dizer que está pensando em deixar o time em troca de uma outra oferta. Você talvez fique bravo e se sentirá traído, mas permanecer assim vai contribuir para alguma coisa? Não, seria melhor perguntar questões sobre o que está e o que não está funcionando.

Desde que entendi meu equívoco fiquei bravo comigo mesmo por quase pisotear o entusiasmo de Sofia.

Mas não me penitenciei por muito tempo. Dei algumas respiradas profundas e observei-a. Ela esquiou alguns metros, caiu, riu, levantou e começou a esquiar novamente.

Observando as gargalhadas dela frente aos erros me fez lembrar de não me levar tão a sério. Se colocar no lugar das outras pessoas não apenas as ajudam, como ajuda a si mesmo.

* Peter Bregman discursa, escreve, e dá consultoria em liderança. Ele é o presidente da Bregman Partners Inc., uma consultoria global em gestão, e autor do livro “Ponto B: um guia para liderar uma grande mudança”.

Artigo original na Harvard Business Review

Socialismo versus Capitalismo: uma abordagem sob a perspectiva do verbo prosperar

Entreguei meu trabalho de conclusão de curso numa das mais renomadas escolas de economia do Reino Unido, o qual compartilho com vocês na íntegra.

Socialismo versus Capitalismo: uma abordagem sob a perspectiva do verbo prosperar

Capitalismo:

Eu prospero

Ele prospera

Nós prosperamos

 

Socialismo:

Nós não prosperamos

Ele não prospera

Eu não prospero

Presença digital das quatro principais montadoras brasileiras

Atualizado às 20h33: logo depois de fechada a “edição” recebemos o feedback da pergunta feita pelo site da Volkswagen, portanto, a montadora alemã levou mais um ponto e ultrapassou, na última volta (desculpem-me o clichê), a italiana Fiat.

Nesta sexta precisei obter a mesma informação das quatro maiores marcas de automóveis no Brasil (Fiat, Volkswagen, Chevrolet e Ford) e decidi avaliar a presença digital delas, assim como o tempo de resposta das equipes. Os canais utilizados para verificar a informação foram Twitter, Facebook, NetCall e formulário de atendimento no site da montadora.

O destaque positivo foi o empate entre Fiat e Volkswagen, com boa presença e rapidez nas respostas. A Volkswagen poderia ter superado a Fiat caso o canal de atendimento online na página tivesse respondido à pergunta, o que não aconteceu. Da mesma forma a Fiat também poderia tomar a dianteira caso a resposta, pelo Twitter, tivesse chegado dentro dos 180 minutos arbitrariamente estipulados. Sei que o tempo foi curto e alguma injustiça poderá ser cometida com respostas dentro de mais algumas horas.

Chevrolet teve um desempenho tímido, utilizando com rapidez o Twitter, mas deixando a desejar nos outros canais. Ford respondeu prontamente pelo Netcall, mas a inexistência de outros canais impactou negativamente no seu resultado final.

Veja o desempenho de Fiat, Volkswagen, Chevrolet e Ford no quadro abaixo.

Previsão política

Lula, numa jogada de mestre, vai deixar para Dilma todas as reformas e ações impopulares que ele não tomou. Começou pela notícia, logo no dia 03/01/2011, de que ela irá privatizar os aeroportos de Cumbica e Viracopos.

Lula é, antes de qualquer coisas em contrário, uma raposa política esperta. E vive num galinheiro de frangos oposicionistas. Dará no que tem de dar: vai nadar de braçada no banquete. Se ela colocar em marcha as reformas, pode colher dividendos bons ou ruins. Quem dirá isso é o tempo.

Em 2014, Dilma, com reformas em andamento e sem a viceral oposição petista que só serve para derrubar índices de popularidade, entregará um cenário alentador para o seu sucessor que, claro, será Lula.

E será o maior golpe político da história deste país um rompimento de Dilma com Lula naquele exato momento, pois quem quererá largar o poder fazendo as coisas certas será, antes de qualquer coisa, um tolo. Mas alguém acreditará nisso?

Contra um mundo melhor

Anotações (grifos) feitas ao longo da leitura do livro do filósofo e psicanalista Luiz Felipe Pondé “Contra um Mundo Melhor”.

Capítulo 1 – Imperfeição

“O ceticismo (…) não se delicia tanto em torturar almas religiosas, mas sim encontra seu maior gozo em humilhar almas científicas, racionalistas e bem resolvidas.”

 

Ateismo, Estado e Liberdades

Semana passada suscitou um debate na minha timeline, no Twitter, sobre uma campanha publicitária de uma entidade chamada ATEA, dita representante dos ateus.

Segundo reportagens, a campanha, que pode ser vista no site da entidade, usa argumentos para defender que eles, os ateus, sofrem preconceitos, portanto, a justificativa da campanha.

Esta campanha foi supostamente censurada pelos veículos contratados para divulgação. Não sei se isso é verdade, pois a única informação que encontrei foi a do ponto de vista da entidade. Pode ser até que ela nunca tenha existido de fato, sendo apenas circulada na Internet para gerar burburinho.

Foi a partir da informação desta suposta censura que o assunto pipocou no Twitter. Contrários ou a favor da campanha, alguns pontos devem estar delimitados e, principalmente, iluminados, para que o debate não seja pautado pela opinião desinformada, que só contribui para uma espiral de tolices. Vejam as frases da campanha:

“Somos todos ateus com os deuses dos outros”
“Religião não define caráter”
“A fé não dá respostas. Só impede perguntas.”
“Se deus existe, tudo é permitido”

Ateus convictos gostaram. Eu, que apesar de não ser um religioso convicto, mas um que crê, não gostei. Não por isso. Simplesmente por que achei os argumentos falaciosos e ruins. E nenhuma campanha, de nenhum “produto”, tem chance de dar certo sob mentiras ou ingenuidades.

Agora, apesar dela ser fraca e falaciosa, considero errada a suposta censura, por respeitar, antes de tudo, a liberdade, neste caso, a de expressão (desde que não anônima, conforme nossa Constituição).

Que a ATEA tivesse a maturidade de colher os frutos da campanha depois de veiculada, problema deles. Certamente haveria protestos e fosse eu a “agência dos cristãos” (ou de outro credo), faria uma campanha muito melhor e mais bem-humorada em favor da fé.

Pulando os argumentos falaciosos da campanha publicitária o assunto chegou à questão do Estado ser laico e a necessidade (do Estado!) de se proibir símbolos e manifestações religiosas em “espaços públicos”.

Foi nesse ponto que ateus e cristãos deram uma guinada e ficaram, se não contra mim, em silêncio. Volto ao ponto: devemos iluminar o debate, para que ele não seja pautado pela opinião desinformada, que só contribui para uma espiral de tolices. Não estou dizendo que sou o único “iluminado”.

Estado Laico (ou Estado Secular), não tem nada a ver com proibição de símbolos religiosos em repartições ou espaços públicos. Trata-se de um anacronismo. O Estado é laico por que não irá se meter em legislar contra (proibir) ou favor (permitir) de qualquer religião. Ponto.

Segundo os debatedores, deveria ser proibido símbolos religiosos em repartições públicas, pois isso demonstra que o Estado está privilegiando este ou aquele.

Ora, meus amigos, não é o Estado que manifesta fé, mas sim as pessoas que fazem parte dele. E impedir essas pessoas de manifestar a sua fé é um absurdo. Seja o porteiro com um santinho na sua guarita ou um Juiz de Direito com um crucifixo, todos tem o direito natural de manifestar a sua fé. Se houver proibição, o Estado deixou de ser laico, deixou de ser secular.

Aí perguntam: “mas e os feriados católicos para todos, inclusive funcionários públicos e não-católicos?”. “Você vai negar que estamos num estado cristão?”. Eu não, estamos, sim, numa SOCIEDADE de maioria cristã.

E o fato de estarmos numa sociedade de maioria religiosa (ou que tem fé, que crê) não obscurece as discussões da Nação que interessam a todos.O argumento central dos ateus é falacioso aqui, pois pensam que sim, as religiões limitam (obscurecem) as discussões.

Ora, os Jesuítas chegaram na América juntamente com Colombo, a exatos 518 anos, muito antes de existir o conceito de Estado (Legislativo, Judiciário, Executivo). Muito antes de existir qualquer Constituição de leis. Ignorar o passado e a importância do cristianismo na construção principais valores ocidentais é a tolice ignorante que me referi antes. Não por má-fé, é apenas desconhecimento de fatos históricos importantes que forjaram nossa sociedade.

“Mas a igreja matou muita gente”. Sim, matou e errou, naquele contexto histórico. Rebato dizendo que os regimes ateísticos foram os mais genocidas da história – leia-se: comunismo. O Estado soviético era ATEU, ou seja, não era laico. O Estado Ateu ELIMINOU, no sentido balístico da palavra, milhares de católicos, protestantes, judeus etc.

Queria fazer um post indo mais além, discutindo liberdades, e como é sensível esse assunto quando temos de deixar nossas intolerâncias de lado. Cometemos o sério risco de afrontá-la!

Hoje li mais uma notícia em que Franklin Martins, secretário de comunicação social do governo Lula, reforçou a necessidade de um novo marco regulatório para a imprensa no Brasil. Disse ele que a “imprensa é livre, mas  não quer dizer que seja boa”. Boa para quem, cara-pálida? Ele está errado na essência, pois tenta parametrizar a qualidade da liberdade. Com erros e acertos, a liberdade deve ser irrestrita, e toda e qualquer das liberdades do homem.

Para encerrar o assunto gostaria de recomendar a ateus e crentes um livro que reuniu cartas trocadas entre Umberto Eco e o cardeal de Roma Carlo Maria Martini. A reunião destas cartas originou o livro “Em que crêem os que não crêem”. Dele extraí um trecho em que Eco (ateu) diz: “(…) porque, kantianamente, não vejo como se possa não acreditar em Deus, e considerar que não se pode comprovar Sua existência e acreditar firmemente na inexistência de Deus, pensando poder prová-lo”.

Abraços!

Ruptura e transgressão: dois seriados, “Treme” e “Breaking Bad” abordam o assunto de formas diferentes.

Por que tratar de dois seriados diferentes em um mesmo post? Acredito que eles se assemelham pelo enredo que trata de momentos de “rupturas” na vida. E como lidar com rupturas? Bem, aí “Treme” e “Breaking Bad” seguem por caminhos opostos.

Enquanto em “Treme” (nome de um bairro), Nova Orleans, ainda abalada, busca reergue-se 3 meses depois da tragédia causada pelo furacão Katrina, o jazz e o “Mardi Gras” assumem importantes papéis: tornam-se combustíveis de alegria que fazem os personagens seguirem em frente ou, ao menos, contribuir para disfarçar a angústia pelas inúmeras perdas, materiais e pessoais.

Cartaz de Treme (HBO)

Não bastasse a catástrofe natural, a ajuda do governo federal para a reconstrução demorou e, quando chegou, foi denunciada como autoritária, desorganizada e carregada de corrupção, principalmente por Creighton Bernette, uma espécie de porta-voz de Nova Orleans. Às voltas com sua editora e sem conseguir terminar um livro sobre tragédia semelhante ocorrida no passado, Cray, como é conhecido, paradoxalmente, é o único da trama que parece não conseguir “seguir em frente” como os demais. Ao contrário, canaliza para si toda a dor de uma cidade que se nega a entregar-se facilmente ao acaso das autoridades e à tristeza, que inevitavelmente vem quando a enxurrada passa.

Já em “Breaking Bad” a ruptura principal é causada numa sala de consultório médico, logo no primeiro episódio, onde Walter White recebe a notícia de que porta um câncer pulmonar em estágio avançadíssimo, isso no caro e confuso sistema de seguro-saúde americano. White, um cidadão comum, professor de escola média, com um filho de 16 anos com deficiência motora e à espera de uma garotinha. E de mais 15 anos de hipoteca da casa.

Ao contrário de Nova Orleans, “Breaking Bad” se passa na modorrenta e seca Albuquerque, no meio-oeste americano, em meio à poeira do deserto. Um lugar onde nada acontece, a não ser no noticiário policial e a cobertura do agitado mercado de drogas influenciado por poderosos cartéis. White, triste com a notícia médica faz um balanço de uma vida tipicamente “loser” para o padrão meritocrático americano e decide transgredir (daí o significado da expressão “Breaking Bad”) completamente. Precisa deixar dinheiro para o tratamento e conforto para a família, antes de morrer. Não é acumulando o emprego de lavador de carros com o de professor que ele irá conseguir.

Dois personagens e dois seriados diferentes, mas parecidos na essência das situações que enfrentam seus personagens principais, mesmo que por caminhos opostos.

“Treme” (pronuncia-se “Tre-mei”) é transmitido pelo canal a pagamento HBO, num total de 10 episódios a primeira temporada, que teve contrato renovado para mais uma. “Breaking Bad” é exibido no Brasil pelo AXN e a terceira temporada chegou ao fim em meados de 2010 com promessa de uma nova temporada quente. O leitor que não gosta de jazz pode encarar “Treme” com certa resistência, pois há intervenções musicais o tempo todo. Particularmente achamos este o ingrediente mais interessante do seriado.

Glamour, angústia, frustração e baratas

Na madrugada de ontem estava instalando o Windows 7, luz apagada, brilho azulado iluminando levemente o quarto. Senti o ventinho de um inseto passando voando entre a minha cara e a tela. Pensei, esse é dos grandes. Levantei, fui acender a luz e era uma barata, frenética. Em cima da mesa, não parava de andar e havia pousado repugnantemente bem ao lado do laptop. Peguei o Ferracini, o de bico quadrado, para não dar a ela chance de sobrevivência, mas se esquivou para debaixo do computador ficando metade fora, metade oculta. Tentei esmagá-la pressionando o dedão por cima do aparelho mas, novamente, conseguiu se esquivar, rastejando alucinadamente, não dava para saber por qual lado iria despontar. Na tarde deste mesmo dia havia escrito em um pedaço de papel as palavras glamour, angústia e frustração, não sei o porquê, talvez para não me esquecer que elas formam uma sequência lógica e inevitável dos acontecimentos. Enfim, saiu pela lateral direita e tomou uma pranchada definitiva do Ferracini, modelo 24hs, tamanho médio, mesmo tom de marrom da barata. Marrom é uma não cor que lembra coisas feias, como baratas, barrancos, erosões. A casa inteira acordou, pensavam que eu estava tendo um pesadelo, como já acontecera em outras noites. Tonta, literalmente, uma barata tonta, tanto eu quanto ela. Não há quem não fique deslocado no mesmo ambiente de uma barata, não acredito que exista algum intrépido capaz de permanecer incólume na presença de tal asqueroso inseto. Catei um pedaço de papel higiênico e lancei-a ao lugar de onde nunca deveria ter saído naquela noite maldita. As baratas soltam suas patas traseiras em situações de perigo, uma delas ficou bem ao lado do teclado, em cima da mesa, a outra no chão, junto ao sapato. Talvez isso sirva para lembrar a você de que não adianta lutar contra, elas voltam, assim como o glamour, a angústia e a frustração. Instalação concluída, fui deitar com a sensação de dever cumprido.

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